segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nosso Reveillon

Hoje estava aqui pensando em como os tempos mudam.
Quando era menina, nós nos reuníamos na casa da minha bisavó, uma festa com muita, mas muita gente mesmo...
Minha bisa tinha 8 filhos, uns 30 netos e mais uma porção de bisnetos, ah,que saudades daquele tempo...
Depois que ela se foi para o descanso eterno, minha família se dispersou, cada um ia para o lado da familia do cônjuge e acabamos nos afastando.
Nos últimos finais de ano, começamos a reunir, pelo menos uma parte dos numerosos primos, vinham os irmãos do meu avô, os primos e os netos...
Mas neste ano, vi realmente como diz o ditado, que "uma mãe cria os filhos para o mundo", e não para ela.
Estavamos em apenas 8 pessoas na ceia desse ano, eu e meus filhos ( meu marido estava trabalhando), meus pais e um tio nosso, irmão do meu avô.
Me deu uma tristeza muito grande, além do fato da chuva que estava intermitente, eramos só nós.
Tudo muito gostoso, a mesa farta, fizemos uma oração de agradecimento e naquele momento senti a falta de todos.
Sou considerada antisocial, porque realmente não gosto de festas de casamento e aniversários de criança, não sei porque, mas amooooooooo demais quando fazem a festa na minha casa.
Este anos meus irmãos foram comemorar com as famílias das esposas, o que está muito certo, meus primos também cada um para um lado, meu tios já estão de idade e já não suportam mais o azáfama de festas, meus avós detestam o barulho e além do mais dormem cedo...
Enfim cada um passou com uma parcela da família, mas o que doeu mesmo foi saber que minha irmã estaria sozinha! Ela está trabalhando em uma navio de cruzeiro e passou o Reveillon na Argentina.
Está certo que pra ela deve ter sido uma maravilha, mas meu coração se condoeu por imagina-la tão só.
Mas essa é a vida, não é? Sei que um dia meus filhos irão crescer e talvez queiram ir para outras festas, outros lugares e irei aceitar, mas nesse  dia senti muita falta daqueles momentos felizes de menina, com a casa cheia e os risos, a conversa alta da espanholada, pareciam que estavam brigando, mas era só conversa mesmo, muitos já partiram dessa terra e muitos enveredaram por outros caminhos se distanciando da raiz da família, cada um criando seu próprio núcleo familiar...
Mas tenho certeza que cada um que vivenciou aqueles anos dourados, lembra com um aperto no coração e uma saudade infinita daqueles tempos.

2 comentários:

Elisana Bianchi disse...

Ai Gi vc não sabe..mas comentamos isso la na nossa reunião(esse ano também,bem vazia...cada um para um canto)...q saudades do tempo da casa da vovó.Do barulho,do corre corre dentro da casa,do cheirinho gostoso de coisa boa...da oração de agradecimento a meia noite ,enfim...saudadessssssss demais.Acho q deveríamos aproveitar mais nossos entes queridos enquanto eles aqui estão ,não é mesmo.Mas como conseguir isso se cada um tem uma família,uma festa pra ir...fica então a saudades doendo dentro do peito e uma angustia q tudo passe logo e volte ao normal.
Um ótimo ano prima e vamos ver se conseguimos esse ano juntar mais o povo hehehe
Bjks

Gideoni disse...

Ah Elisana é verdade mesmo, precisamos nos reunir mais, porque nossos filhos nem se conhecem e acabam perdendo o contato da familia.

Postar um comentário